O PRÍNCIPE DE NICOLAU MAQUIAVEL.

Nicolau Maquiavel ao Magnífico Lourenço de Médicis.- Titulo 1º Parte 

Maquiavel, Nicolau. O Príncipe/ Nicolau Maquiavel. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. 156p.

?Na maioria das vezes, aqueles que desejam conquistar a proteção de um príncipe costumam dirigir-se-lhe oferecendo o que tem de mais caro, ou o que pensam possa agrada-lo mais. Tenho eu, com longo empenho, as analisado e pensado sobre elas, as reuni em um pequeno volume e as envio a vossa alteza.? (pág. 9)?E se Vossa Alteza, do alto de seus êxitos, se dignar a voltar alguma vez seu olhar para baixo, dar-se-á conta de quanto eu, sem merece-lo, tenha suportado uma grande e contínua malvadez da fortuna.? (pág. 10)


Os principados mistos. 

?As verdadeiras dificuldades estão no principado novo. Primeiro, se não se trata de um principado realmente novo, mas de um membro, (pode se chamar de principado misto), a sucessão de príncipes nasce de uma dificuldade natural, existente em todos os principados novos. Os homens mudam de senhor com prazer, pois acreditam que melhorarão; tal crença fá-los tomar as armas contra o antigo, cometendo um erro pois vêem, depois, com a experiência, que pioraram.??De onde se tira uma regra geral que nunca ou raramente falha: Quem é a causa de alguém  se tornar poderoso será derrubado; pois esse poder adveio dele, seja por engano ou força, e os dois são malvistos por quem se tornou poderoso.? (página 17 a 27)     

 


Os principais conquistados com as próprias armas e qualidades pessoais. 

?Ninguém se surpreende se ao tratar de principados novos, por dinastia ou organização política. Porque os homens, mesmo sem conseguir repetir completamente as mesmas experiências, nem crescer as virtudes de quem imita, deve um homem prudente utilizar os caminhos já traçados pelos grandes.??Convém organizar-se de modo a que, quando não acreditam mais, possa-se faze-los acreditar a força.??O homem pode ter muito trabalho para conquistar, mas e pouco para manter.? (página 37 a 41)   

 

 

 

 


Os principados novos e a virtude de outrem. 

?Aqueles que somente pela sorte tornam-se, de cidadãos comuns, príncipes, com pouco trabalham conquistam, mas com muito conseguem manter. Isso acontece quando alguém recebe um estado ou por dinheiro ou pela graça de quem o concede.Estes baseiam o próprio poder na vontade e na sorte de quem lhes permitiu obtê-lo, as quais são duas coisas muito volúveis e instáveis.? ?Se as suas iniciativas não deram fruto, não foi por culpa dele, mas de um extraordinário e extremo azar.? ?Somente se pode acusa-lo da nomeação do papa Julio II. Quando fez uma escolha ruim. E engana-se quem crê que nas personagens importantes os benefícios novos fazem esquecer injúrias velhas. O duque errou. Portanto, nessa eleição e isso foi o motivo de sua ruína definitiva.? (Página 43 a 52) 

 


Dos que conquistaram o principado com malvadez.

?Há ainda duas maneiras de um cidadão comum tornar-se príncipe, quando não se pode atribuir tudo à sorte ou ao valor. Trata-se de quando, por atos maus ou nefandos, chega-se ao principado, ou quando um cidadão comum, com o favor de outros cidadãos, torna-se príncipe de sua pátria.??Os benefícios devem ser feitos pouco a pouco, para serem mais bem saboreados. Um príncipe deve viver com seus súditos de modo que nenhum episódio, seja bom ou mau, mude a sua conduta. Porque vindo a necessidade com os tempos adversos, não se tem tempo para fazer o mal, e o bem que se faz não traz benefícios, pois se julga feito à força, e não traz reconhecimento.? (Página 53 a 58).       

 

 

 

 


Os tipos de milícias e os soldados mercenários.

?As fundações principais para todos os estados, sejam novos, velhos ou mistos, são as boas leis e um bom exército.??As milícias, com as quais um príncipe defende o seu Estado, pode ser próprias ou mercenárias auxiliares ou mistas. As mercenárias e auxiliares são inúteis e perigosas. Se alguém baseia o seu estado em milícias mercenárias nunca estará estável e seguro porque são desunidas, ambiciosas, sem disciplina e infiéis. A razão disso é que não tem outro motivo que as mantenha em guerra a não ser o soldo, o que não é suficiente para faze-las querer morrer por ti.? (Página 73 a 79). 

 


A crueldade e a clemência: se for melhor ser amado do que temido, ou o contrário. 

?Todo príncipe deve desejar ser considerado clemente e não cruel. Porque, com pouquíssimas exceções, ele será mais clemente do que aqueles que, por piedade excessiva, permitem que as desordens prossigam, de onde nascem assassinatos e rapinas. Entre todos os príncipes, ao príncipe novo é impossível evitar a fama de cruel, por serem os estados novos cheios de perigo.??O príncipe deve ser prudente, ao acreditar e ao agir, não deve amedrontar-se a si mesmo e proceder com equilíbrio, prudência e humanidade.??Tornando ao ser temido e amado que, os homens amando, como eles querem, e sendo temido por eles, como ele quer, um príncipe sábio deve se basear sobre o que é seu e não sobre o que é dos outros. Deve somente cuidar para fugir do ódio.?(Página 99 a 103)     

 

 

 

 


Como evitar o desprezo e o ódio.

?O príncipe deve buscar, fugir das coisas que o tornem odioso e desprezível. Deve esforçar-se para que, em suas ações, veja-se grandeza, coragem, seriedade, força, e quanto as decisões sobre assuntos privados de seus súditos, querer que sua sentença seja irrevogável.??Um príncipe deve ter dois medos: um interno, de seus súditos; outro externo, dos potentados estrangeiros. Destes defende-se com boas tropas e bons amigos ; sempre que tiver boas tropas, terá bons amigos.??O príncipe pode assegurar-se contra isso muito bem, evitando ser odiado ou desprezado e mantendo o povo satisfeito com ele.??Sendo uma organização antiga, não se pode chamar de principado novo, pois nele não há as dificuldades que há em um novo. Sendo o príncipe novo, as leis do estado são antigas e formuladas para acolhê-lo como se fosse um príncipe herdeiro.?  (Página 109 a 121)   

 

 

Se as fortalezas e muitas outras coisas cotidianas usadas pelos príncipes sejam úteis ou inúteis. 

?Alguns príncipes, para manter firmemente seu estado, desarmam seus súditos; outros mantiveram divididas as terras ocupadas; alguns outros quiseram conquistar a amizade de quem suspeitaram no inicio de seu estado; alguns edificaram fortalezas; outros arruinaram-nas e destruíram -nas?.?Nunca aconteceu que um príncipe novo desarmasse seus súditos. Pelo contrario. Porque os armando, estas armas tornam-se suas, tornam-se fieis os que eram suspeitos, aqueles que eram fieis o continuam e de súditos transformam-se em partidários.??Mas quando um príncipe conquista um Estado novo que será anexado ao antigo como um membro, então é necessário desarma-lo, exceto os cidadãos que, na conquista, tornam-se seus partidários.? 

 

 

 

 


Se as fortalezas e muitas outras coisas cotidianas usadas pelos príncipes sejam úteis ou inúteis.

?Afirmavam os antigos, aqueles que era considerado sábios, que era necessário manter            Pistóia em facções e Pisa com fortalezas e, por isso, em algumas terras conquistadas, fomentavam discórdias, para manter o poder com maior facilidade?.?Sem duvidas os príncipes tornam-se grandes quando superam as dificuldades e as oposições que estão em seu caminho?. ?Os príncipes, sobretudo os novos, encontraram maior lealdade e maior utilidade nos homens que, no inicio do seu governo, eram-lhes suspeitos, do que naqueles em quem confiavam. Desse modo, o príncipe tira deles sempre maior proveito do que daqueles que, por servi-lo com demasiada fidelidade, descuidaram dos próprios interesses.? ?O príncipe que tem mais medo do povo do que dos estrangeiros deve construir fortalezas; mas o que tem mais medo dos estrangeiros do que do povo deve esquecê-las.? (Página 123 a 128) 

 


Como um príncipe deve agir para ser estimado.

?Nada traz tanta estima a um príncipe do que os grandes empreendimentos e dar de si próprio exemplos raros.? ?Fernando de Arão, este quase pode ser chamado  de príncipe novo, porque, de um rei fraco, tornou-se por fama e por gloria o primeiro rei dos cristãos. Sempre fez e urdiu grandes projetos, que sempre mantiveram seus súditos em suspenso e admirados, ocupados em seguir o curso dos eventos. Suas ações nasceram uma da outra e nunca deu, entre uma e outra, espaços para os poderosos organizarem-se contra ele.??Um príncipe deve agir de modo a assegurar-se à fama de grande homem, como um grande intelecto.? 

 

 

 

 


Como um príncipe deve agir para ser estimado.

?Um príncipe nunca deve aliar-se a um mais poderoso para atacar outros, a não ser que haja necessidade. Porque, vencendo, restará prisioneiro e os príncipes devem fugir, o quanto puder, de ficar na dependência dos outros.??Um príncipe deve mostrar-se amante das virtudes, honrando os homens virtuosos e os que excedem em alguma arte. Deve, nas épocas convenientes do ano, manter o povo ocupado com festas e espetáculos. Como toda a cidade é dividida em corporações ou classes sociais, deve manter em mente tal universo, reunir-se com eles, de vez em quando, mostrar-se humano e magnânimo, mantendo se sempre firme a majestade de sua posição, pois essa deve ser mantida sempre.? (Página 129 a 133) 

 


Quanto pode a fortuna influenciar nas coisas humanas e como se pode resistir a ela. 

?Muitos acreditaram e acreditam que as coisas do mundo sejam governadas pela sorte e por Deus, que os homens, com sua prudência, não podem corrigi-las.??A sorte demonstra a sua potencia onde não há virtude organizada para lhe opor resistência;volta os seus ímpetos para onde sabe que não foram feitas barragens e reparos  para segurá-la.?   ?Que tenha sucesso o príncipe que, adapta o seu modo de ser aos tempos e, do mesmo modo, fracasse o que esteja em desacordo com os tempos pelo seu modo de agir.??Se a fortuna muda e os homens obstinam-se em suas atitudes, estes terão sucesso enquanto os dois elementos estiverem de acordo e, quando discordarem, eles fracassarão.? (Pág. 145 a 149). 

Por favor, aguarde enquanto preparamos sugestões de leitura para você...

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Sua opinião:
comentou em 28/03/2010 21:10
obra fantástica
Ela é tão importante e atual, que tudo que acontece no cenário político, meu pai não cansa de apontar trechos da obra, e diz:"- É O LIVRO DE CABECEIRA DELES". E ele tem razão.