Depois de dois meses lutando contra um câncer na região do tórax, o cantor Luís José Costa, o Leandro da dupla Leandro & Leonardo, morreu na madrugada de 23 de junho de 1998, à 0h10, no Hospital São Luiz, em São Paulo. Por volta da 1 e meia da manhã, seu irmão Emival Eterno Costa, o Leonardo, subia num palco na cidade baiana de Caldas do Cipó, a 230 quilômetros de Salvador. Ele ainda não sabia da morte de Leandro. A certa altura do show, como se vinha repetindo nas apresentações de Leonardo desde que seu irmão começara o tratamento, a imagem de Leandro apareceu num telão colocado ao fundo do palco. O público ficou comovido ao ver a gravação e ouvir as palavras de Leandro: "Cuidem do meu irmão e não deixem ele fazer muita besteira". Leonardo terminou a apresentação agradecendo as demonstrações de solidariedade da platéia: "Tenho certeza de que em breve vamos voltar juntos aqui, para cantar para vocês", disse. Leonardo só ficaria sabendo da morte do irmão quando se preparava para tomar um carro em direção à cidade onde faria o próximo show. A notícia foi dada por um produtor da dupla. Leonardo desabou em lágrimas. Depois, mergulhou no silêncio.


Horas mais tarde, a tristeza de um irmão — Leonardo — se espalhou pelo país inteiro, como se todos os brasileiros fossem parentes próximos do cantor morto. Para as pessoas que jamais puseram um CD de Leandro & Leonardo no toca-discos, essa repercussão foi um espanto. Afinal, por que o Brasil reagiu de forma tão emocionada à morte do cantor? Leandro nem era ao menos uma voz muito fácil de identificar. Funcionava como apoio vocal do irmão Leonardo. Aquele rapaz de chapéu claro, no entanto, significava muito para o brasileiro por vários motivos. Leandro integrava um dos segmentos mais fortes do mercado fonográfico brasileiro, vendia discos como poucos artistas, cantava músicas românticas que embalavam o namoro e a paixão de milhões de casais e, talvez mais importante que tudo isso, era um ídolo que havia saído de uma juventude paupérrima para a fama e a riqueza com as músicas que cantava com o irmão. Representava a força do interior do país e também correspondia a uma certa nostalgia do mundo rural que acomete boa parte da população urbana. Junte-se a isso o fato de ser um jovem no auge da fama que foi atingido por uma doença raríssima, que o matou em dois meses. Tudo isso se somou na grande manifestação a que o Brasil assistiu durante o velório e o enterro do cantor sertanejo.


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Sua opinião:
Vale lembrar: se o cantor Leandro estivesse vivo, certamente faria mais sucesso que seu irmão Leonardo. Por que o Leandro era cantor e compositor, já Leonardo, não passa de um simples interprete.
comentou em 06/12/2010 20:21
Bom, a reportagem é muito bacana,
so não gostei do seu comentário!
Adorei a reportagem. Conheço o Leonardo, já produzir alguns shows dele depois que o Leandro se Foi. Também trabalhei com Pedro & Thiago. São pessoas marailhosas. Abraços